Texto: Design da Informação - Interfaces e Interatividade em Projeto de Ambientes de Aprendizagem via web

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Interfaces Interativas na EAD

Interfaces da Web 2.0

Resumo de interfaces utilizadas/indicadas durante a Oficina "A incorporação curricular de interfaces da Web 2.0", conduzida pelo Prof. Simão Pedro Marinho, no II seminário Web Currículo, promoção da PUC/SP, no dia 7 de junho de 2010.Interfaces da Web2 na escola



As principais características da web 2.0 e suas ferramentas.

As principais características da web 2.0 são:

  • Interfaces ricas e fáceis de usar;
  • Sucess da   ferramenta    depende    dos    mer de utilizadores, pois os mesmos  podem  ajudar a tornar o sistema melhor;
  • Gratuidade na maioria dos sistemas disponibilizados;
  • Maior facilidade de armazenamento de dados e crião de páginas online;
  • rios  utilizadores  podem  aceder  mesma  página  e editar as informações;
  • As informações mudam quase que instantaneamente;
  • Os sites/softwares estão associados a outros aplicativos tornando-os  mais  ricos  e  produtivos  e trabalhando  na forma de plataforma (união de rios aplicativos);
  • Os  softwares funcionam basicamente online ou  podem utiliza sistemas   off-line   com   opção   par exportar informações de forma rápida e fácil para a web;
  • Os   sistemas  param  de  ter  versões   passam   a  ser atualizados   e  corrigidos    todo   instante,   trazendo grandes benefícios para os utilizadores;
  • Os softwares da web 2.0 geralmente criam comunidades de pessoas interessadas em um determinado assunto;
  • A atualização da informação é feita colaborativamente e torna-se  mais  fiável  com  o  mero  de  pessoas  que acede e actualiza;
  • Com a utilização de tags em quase todos os aplicativos, ocorre um dos primeiros passos para a web semântica e a indexação correta dos conteúdos disponibilizados.
As  ferramentas  da  web  2.0  podem  ser  classificadas  em  duas categorias, ou seja:
  • Na primeira categoria incluem-se as aplicações que só podem existir na Internet e cuja eficácia aumenta com o mero de utilizadores  registados,  como por exemplo: Google  Docs  Spreadsheets,  Wikipédia,  del.icio.us, YouTube, Skype, eBay, Hi5, etc.
  • Nsegunda  categoria   incluem-se  as  aplicações  que podem funcionar offline, mas que também podem trazer grandes  vantagens  se  estiverem  online:  Picasa  Fotos, Google Map, Mapquest, iTunes, ect.
 número  de  ferramentas   disponívei na  web  que   usam  o paradigma  da  web  2.0  possuem  uma  infinidade  de  exemplos, sendo que os mais populares são:
  • Softwares  que permitem a criação de uma  rede  social (social networking) como por exemplo os Blogs, o Hi5, Orkut, Messenger;
  • Ferramentas de Escrita Colaborativa, Blogs,   wikis, Podcast, Google Docs & Spreadsheets
  • Ferramentas de comunicação online como o  SKYPE, Messenger, Voip, Googletalk
  • Ferramentas  de  acesso  à  vídeos  como   YouTube, GoogleVideos, YahooVideos
  • Ferramentas de Social Bookmarking como o Del.icio.us
A  Web  2.0  acaba  com  a  dependência  dos  média  físicos  de armazenamento    de    dados,    pois    através    das    ferramentas disponibilizadas  o utilizador  pode  manter  tudo online  de forma pública ou privada, aumentando desta forma a sua divulgação ou privilegiando a segurança se esta estiver disponível apenas a um mero restrito de utilizadores.

A  filosofia  da  Web  2.0  prima  pela  facilidade  na  publicação  e rapidez  no  armazenamento  de  textos  e  ficheiros,  ou  seja,  tem como  principal  objectivo  tornar  a  web  um  ambiente  social  e acessível   todos  os  utilizadores,  um  espaço  onde  cada  um selecciona  e  controla  a  informação  de  acordo  com   as  suas necessidades e interesses.

Como acompanhar a tecnologia e os alunos, que já chegam à escola dominando muitas dessas ferramentas? Reflita e compartilhe-a nos comentários!


Trecho retirado do artigo Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0, de Clara Pereira Coutinho e João Batista Bottentuit Junior

A importância da colaboração para a construção do conhecimento

Na visão de Terra e Gordon (2002), a evolução do conhecimento depende do trabalho coletivo e não individual. Isto porque o conhecimento é visto como uma construção social e está vinculado a participação humana.

Se acumulado e mantido apenas em nível individual, o conhecimento poderá se desenvolverentretanto, numa escala  inferior  do  que  se  o  mesmo  fosse  compartilhado socialmente.  Isto porque o conhecimento nasce a  partir  de  ões  individuais, é difundido organizacionalmente por diferentes interpretões e percepções através das relões pessoais. O resultado dessa interação é um novo conhecimento, ampliado e refinado.
Desse modo, para que o conhecimento seja criado é fundamental segundo Corrêa (2004), que haja o compartilhamento de saberes, opiniões e idéias, nesta linha de discussões e debates, sobressaia como resultado um novo conhecimento. Corroborando, Terra (2000) compreende que o compartilhamento propicia a criação de círculos virtuosos de geração de conhecimentos.
Para Nonaka e Takeuchi (1997) a criação de novos conhecimentos depende da interação connua entre as pessoas. Esse processo é desenvolvido pela troca social entre os conhecimentos tácito e expcito de cada  indivíduo e entre indivíduos (a nível intra e inter organizacional) denominado “conversão do conhecimento3. Seguindo abordagem dos autores, o conhecimento coma a nível individual e é desenvolvido coletivamente.
Portanto, o processo de criação de conhecimento depende da contribuição individual e da interação que ocorre dentro de um dado grupo por meio de diálogos e debates. A partir de tais interações, novas perspectivas  são  criadas  impulsionando  os  indivíduos  a  questionarem  as premissas existentes e a compreenderem suas experiências de uma nova forma. Com base nessas interações o conhecimento deixa de ser parte e coma a ser todo, a ser coletivo.
O conhecimento coletivo, fruto do compartilhamento de conhecimentos individuais, representa algo maior do que a soma desses conhecimentos em separado.
Todavia, para que o conhecimento coletivo se desenvolva é preciso que haja  um engajamento comum  entre os indivíduos, pautado na sinergia das relões entre eles. Ou seja, segundo os autores Nonaka e Takeuchi (1997) é necessário atitudes e posturas permeadas por um senso de colaboração.
Como  essência,  a  colaboração  pressupõe  que  dois  ou  mais  indivíduos  trabalhem conjuntamente  trocando idéias e experiências entre si, surgindo como fruto da interação entre eles novos conhecimentos, favorecendo ambos. Desse modo, todos indivíduos devem participar pois cada um possui modelos mentais,  experiências, insights únicos que podem enriquecer o todo. Tal abordagem vai ao encontro do termo definido por Lévy (1998, p.28) de inteligência coletiva”, onde o autor baseia-se no “enriquecimento mútuo das pessoas[...].Ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade”.
O sentido de colaboração pode ser apresentado fazendo-se uma analogia através da Lei de Metcalfe4. Esta  lei contextualiza o valor dos sistemas de comunicação, possuindo o seguinte enunciado: o valor de um sistema de comunicação cresce ao quadrado do mero de usuários do sistema”.
Um exemplo de aplicação da lei é quanto ao uso do telefone. Se apenas um indivíduo o possuir, o  telefone não terá utilidade nenhuma. Pom se dezenas ou centenas de indivíduos possuírem o aparelho, eles poderão se comunicar entre si, agregando assim valor de uso.
O mesmo princípio pode ser afirmado quanto a colaboração pois quanto maior o espírito de colaboração, o compartilhamento será intensivo propiciando um maior mero de interações interpessoais e conseentemente um novo conhecimento será criado com mais valor, gerando benefícios a todos. Isso porque se o indivíduo compartilhar um determinado conhecimento, este será refinado coletivamente. Do mesmo modo, se mantido em nível individual o conhecimento será empobrecido.
Na visão de Hills (1997, p.49) a colaboração potencializa o senso coletivo, agregando valor e trazendo benefícios ao grupo. Segundo a autora,


a colaboração estimula o trabalho em conjunto gerando benefícios no sentido de produzir um produto muito maior que a soma de suas partes. Durante  o  processo os  colaboradores desenvolvem uma compreensão compartilhada muito mais profunda do que seria se tivessem trabalhando sozinhos ou contribuído com uma pequena parte do produto final.


Um exemplo da aplicabilidade da colaboração é quanto as grandes descobertas que ocorrem na medicina, ciência e outros campos, onde a partir da interação e esfoo de dois ou mais colaboradores novos conhecimentos são criados.
Nessa perspectiva, para que os indivíduos colaborem coletivamente é preciso um espo que permita o diálogo, a discussão, o contato, a interação entre eles. É exatamente nesse contexto que os ambientes de aprendizagem podem atuar a fim de intensificar a ptica colaborativa.

Vamos conversar! Por que é impossível ser feliz sozinho (Tom Jobim)?

Trecho retirado do artigo A contribuição da Web 2.0 nos sistemas de educação online, apresentado no 4º Congresso Brasileiro de Sistemas – Uni-FACEF, Franca/SP, 2008, por: Adriano Carlos Ribeiro (adrianocribeiro@hotmail.com) - PPGEGC/UFSC e Cláudio Henrique Schons (claudioschons@gmail.com) - PGCIN/UFSC.